14 de fev de 2013

PASTORAL DO DÍZIMO... uma experiência de Fé!


















AS TRÊS COLUNAS DO DÍZIMO
 



Pe. João Firmo
(Pároco de Araruna/Pb)

A Coordenação da Pastoral do Dízimo em cada Paróquia ou Diocese deve apoiar-se em três colunas: amor, visitar, formar.
A primeira coluna do Dízimo nos lembra que é preciso anunciar o amor de Deus, ajudar as pessoas a perceberem este amor em suas vidas, sobretudo, no que há de mais ordinário. Estamos rodeados de provas do amor de Deus por nós: a nossa própria existência nos fala deste amor, nossas habilidades e talentos, nossa família, as pessoas que ao longo de nossas vidas nos acolheram; estenderam a mão em um momento de dificuldade quando tudo parecia perdido; a natureza com sua variedade e beleza. De um coração que se sente amado e cuidado por Deus brota um sentimento: a Gratidão; o dízimo é, portanto, esta forma de bendizê-Lo por todos os dons que Ele na sua liberalidade nos concedeu.
A segunda coluna consiste em ir ao encontro (visitar), deixando-nos guiar pela mesma dinâmica da Encarnação do Verbo: Deus veio ao nosso encontro não somente para nos visitar, mas para ficar conosco. Assim, através das visitas dos missionários, o Dízimo deixa der ser uma campanha financeira e se transforma em uma Pastoral, modo concreto de cuidar das pessoas, tendo em vista, que a proposta é de um estado contínuo de missão. Sendo assim, as visitam se transformam em momentos privilegiados de escuta e conscientização.
Por fim, a terceira coluna, nos ajuda perceber que sem formação permanente não há como fazer crescer pastoral alguma. Faz-se necessário ao menos uma vez no mês proporcionar aos missionários do dízimo uma formação à luz das citações bíblicas que nos motivam na devolução do Dízimo. O Dízimo é bíblico, não é invenção da Igreja, mas sim um preceito bíblico que precisa ser visto como resposta de amor por tudo que recebemos de Deus.
 Nas visitas os missionários escutam as dúvidas e inquietações das pessoas, e por isso, precisam estar preparados para esclarecê-las. É claro que não basta proporcionar momentos formativos somente para a Coordenação do Dízimo e seus agentes (missionários) devemos promover encontros formativos também para os dizimistas.


REPENSANDO O DÍZIMO 



Pe. João Firmo (Pároco de Araruna/Pb.)

Nos últimos meses, um grande ardor missionário emergiu em todas as paróquias da Diocese de Guarabira graças ao novo modo de enxergar a Pastoral do Dízimo. Todas as Paróquias foram convidadas a acolher os Missionários da PROIDE que passaram semeando uma nova perspectiva do Dízimo.

O Dízimo até então era visto como um dos vários meios de captação de recursos; não estávamos suficientemente convictos de sua importância na vida de nossas comunidades. Por isso era comum promovermos também festas com o objetivo de viabilizar a Evangelização, deste modo, se multiplicavam as quermesses, os pavilhões, leilões, bingos, serestas, etc.
Através dos momentos formativos proporcionados pelos missionários da PROIDE, aos poucos fomos compreendendo que nem todas as formas de captação de recursos são dignas para evangelização. Percebemos também, que o dízimo, poderia se tornar em um pretexto para visitar as pessoas, e desse modo, demos início a formação de missionários do dízimo, que foram enviados dois a dois (como o próprio Jesus já havia feito) com a incumbência de visitar ao menos uma vez por mês, não somente os dizimistas, mas todos os fiéis católicos.
Diante desta realidade poderíamos nos perguntar: por que só agora a Igreja está despertando para motivar-nos à prática do Dízimo? A resposta é simples: para Igreja Católica o que está em primeiro lugar é a evangelização e não o Dízimo. É comum encontrarmos igrejas fazendo do dízimo quase que um rito de iniciação da fé, de modo que, para se fazer parte de tais igrejas é necessário em primeiro lugar tornar-se dizimista. A Igreja desde muito cedo compreendeu que a Evangelização precede o dízimo, ou seja, o dízimo é fruto da ação evangelizadora.
Para nós católicos o dízimo nasce do anúncio do amor de Deus e das maravilhas já realizadas por Ele na nossa história de vida. Brota de nossos corações como gratidão. Não nos tornamos dizimistas para exigir algo de Deus ou da Igreja. O dízimo não é uma forma mágica para se conseguir um emprego ou se dar bem na vida enriquecendo da noite para o dia, ou ainda, ficar curado de uma enfermidade física. Esta atitude nasce da descoberta da bondade de Deus para conosco.


CD - DÍZIMO É PARTILHA – Pe. José de Freitas Campos

1.Sou Dizimista (entrada)
1. Tem que ser agora,
Já chegou a hora da condivisão
Deus é Pai da gente,
Fez-nos diferentes, mas nos quer irmãos.

Refrão: Eu sou dizimista, eu sou.
Vou ser dizimista, vou.
Vamos partilhar o que Deus nos dá
Todo nosso amor (bis).

2. Ó que maravilha,
Festa da partilha, sem obrigação.
Deus é Pai bondoso,
É tão generoso, multiplica o pão.

3. Os irmãos carentes,
Pobres e doentes, se alegrarão,
Quando a nossa oferta
For de mão aberta, for de coração.